
Em uma década, o diretor da CDL Tubarão, Jonathan Martins de Souza, 33 anos, saltou de um negócio informal para um investimento milionário nos Estados Unidos. O tubaronense está investindo aproximadamente R$ 1,2 milhão (cerca de US$ 200 mil) na abertura de uma unidade da The Best Açaí na América do Norte.
Hoje, quem vê Jonathan dividido entre 9 unidades do The Best Açaí (sete no Espírito Santo, uma em Santa Catarina e a mais nova em Miami), um e-commerce em São Paulo e uma clínica de estética com a esposa, Andressa Southier Martins, em Tubarão, dificilmente imagina como foi o seu início como empreendedor.
Filho de um mecânico da Rede Ferroviária e de uma empregada doméstica, Jonathan teve uma infância simples, sem histórico empreendedor na família. “Nunca tive uma base empresarial em casa, tudo o que aprendi foi na prática, com erros, acertos e muito autoconhecimento”, recorda o empresário.
Depois de ter trabalhado durante dois anos como “sacoleiro”, Jonathan deu seu passo mais ousado até então. Em 2017 ele adquiriu a Loja Hering no Centro de Tubarão. “Aquele foi um momento de muitas incertezas sobre o que era, de fato, ser um empresário”, admite.
Nos primeiros anos Jonathan se “virava nos 30” para dar conta do negócio. Com uma operação extremamente enxuta, ele lembra que abria e fechava a loja e ainda atuava como caixa. Além dele, uma vendedora fazia parte da equipe. “Por quase dois anos eu acreditava que precisava estar 100% dentro da operação para que tudo funcionasse”, lembra Jonathan.
Virada de chave e pandemia

A virada de chave veio quando um representante da Hering o aconselhou a contratar alguém para o caixa. “Nem que fosse para eu sair e tomar um café”, pontua Jonathan. “Apesar da insegurança inicial, tomei coragem e contratei uma pessoa para esta função. Eu havia entendido que precisava delegar para crescer”.
Aos poucos o empresário afastou-se da operação direta até perceber que, segundo ele, a loja funcionava bem, ou até melhor sem a sua presença constante. “Foi nesse momento que comecei a estudar empresas auto gerenciáveis”, revela Jonathan.
Em 2020, os negócios do mundo inteiro iriam sofrer um enorme baque com a pandemia de Covid-19. Não foi diferente para Jonathan, que precisou se reinventar. “Com mais tempo disponível, passei a comprar e vender carros de outros estados e a buscar pequenos negócios para investir. A pandemia trouxe grandes desafios, especialmente para o comércio físico”, avalia Jonathan.
No período pós-pandemia, ficou claro para Jonathan que o impacto sofrido pelo setor têxtil reforçava a importância de não concentrar todos os investimentos em um único segmento. Assim, ele decidiu, com a sua esposa, abrir uma clínica de estética.
O açaí chega para mudar o jogo

Em 2024, Jonathan conhece a franquia da The Best Açaí e a sua vida foi definitivamente transformada. A primeira loja foi montada em Criciúma e para o empresário, o resultado superou todas as expectativas.
“A promessa do retorno do valor investido eram 18 meses, mas o payback veio em apenas 5!”, celebra Jonathan.
A unidade de Criciúma tornou-se a que mais vende em todo o litoral catarinense e está entre as três maiores do Estado. No ano passado ela ficou entre as 20 que mais faturaram no Brasil, em uma rede com mais de 800 lojas em operação.
O passo seguinte de Jonathan foi a sua consolidação dentro da The Best Açaí com a abertura de lojas no Espírito Santo. Atualmente são sete unidades na Região Sudeste do país, sendo duas em Vila Velha e duas em Linhares e uma em Colatina, outra em Viana e uma Cariacica.
O crescimento coloca Jonathan como um dos maiores franqueados da The Best Açaí do país e o maior em número de lojas no Espírito Santo.
Para 2026, o faturamento projetado é de R$ 11 milhões apenas com suas as operações de açaí. Ao todo ele já investiu mais de R$ 3 milhões em suas unidades.
Expansão internacional
Com números expressivos, Jonathan chamou a atenção da The Best Açaí e recebeu o convite para expandir a marca internacionalmente, com entrada nos Estados Unidos e investimentos previstos de aproximadamente R$ 1,2 milhão (cerca de US$ 200 mil). Atualmente ele está na escolha do ponto comercial para a abertura da unidade.
“Encaro esse novo desafio com fé e o mais importante: o apoio da família”, reconhece Jonathan. “Os planos agora são a expansão continua no Brasil e, quem sabe, em breve, também com um e-commerce nos EUA”, projeta.