Seja bem-vindo(A) a CDL

Encontro na CDL Tubarão debate o combate à pirataria

A CDL Tubarão promoveu um encontro nesta sexta-feira (24/10) para discutir ações de combate ao comércio ilegal na Cidade Azul. Representantes de entidades empresariais, autoridades, lojistas e membros dos órgãos de segurança pública participaram do evento, que contou com a presença do presidente do Conselho Estadual de Combate à Pirataria de Santa Catarina (CECOP), Jair Antonio Schmitt.

Jair apresentou dados alarmantes sobre os prejuízos provocados pela pirataria. “De 2004 até 2024, as perdas com este tipo de mercado saltou de R$ 100 milhões para R$ 468 bilhões. E os números continuam crescendo”, afirmou.

No entanto, o mercado ilegal não afeta apenas o bolso. Karen Brodbeck, presidente da CDL Tubarão, demonstra preocupação com a saúde das pessoas.

Os olhos possuem uma proteção natural que atua quando expostos à luz solar. Porém, quando se utiliza óculos de sol falsificados, essa defesa deixa de funcionar, podendo, em casos mais graves, levar à cegueira.


“É preferível não utilizar nenhum óculos de sol do que usar um produto falsificado”, recomendou Karen.

Para Daniel Machado, gerente do Procon de Tubarão, atuar com a colaboração de entidades como a CDL, empresários e as polícias Civil e Militar é essencial para enfrentar a comercialização desses produtos.


“Este ano já tivemos duas ações importantes. Uma apreendeu mais de 200 pares de tênis e outra, realizada na manhã de ontem (23/10), resultou na apreensão de pelo menos 7 mil itens sem procedência, avaliados em cerca de R$ 270 mil”, apontou.

Embora pareça fácil identificar um produto falsificado, o delegado regional da Polícia Civil, Lucas Rezende, ressaltou que apenas uma perícia é capaz de determinar com segurança se o produto é pirata ou não. Esses cuidados, destacou Lucas, visam garantir a imparcialidade das fiscalizações.


“Existe uma linha muito tênue entre denúncias que se comprovem e denúncias motivadas por concorrência. A fiscalização do Procon e o trabalho da Polícia Civil são realizados com total imparcialidade”, assegurou.

Mesmo com todos os cuidados, o presidente do CECOP, Jair Schmitt, defende que o combate à falsificação de produtos precisa ser ágil para evitar que o entorno de uma loja de produtos ilegais se converta em um polo de pirataria.


“A pirataria é um bichinho que, se não for combatido enquanto é pequeno, depois fica difícil de eliminar”, finalizou.

Compartilhar

WhatsApp
X

Mais Postagens